sábado, 12 de fevereiro de 2011

Protesto e Esperança

“O novo-começo” dito pelo presidente dos Estados Unidos da América Barack Obama em 2009, em relação ao Egito, já está se concretizando. Um pouco de história, protestos, atitude e força de vontade, só alimenta a esperança de que o mundo tem jeito.

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Em novembro de 2010 a Irmandade muçulmana não conquista nenhum assento nas eleições parlamentares e com isso começam os protestos por causa de um suposto esquema de fraude nas eleições.

O ano se encerra com conflitos no Egito e 2011 começa pior. Em janeiro 21 pessoas morrem durante uma explosão em uma Igreja de cristãos copta* em Alexandria, fazendo com que reascendesse tensões religiosas no país.

Ainda em janeiro , mais precisamente dia 25, o então “presidente” Hosni Mubarak (ditador) declara toque de recolher e o Exército sai as ruas. Janeiro acaba , e no primeiro dia de fevereiro ( completando 8 dias de protestos intenso) manifestantes convocam uma greve geral com o objetivo de tentar reunir 1 milhão de pessoas no Cairo (capital do Egito). Com isso Mubarak toma uma decisão e anuncia ao povo que não concorrerá a um próximo mandato, e promete negociar uma transição com a oposição.

*Copta : atuais habitantes do Egito, descendentes dos antigos cristãos do País.

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“11 Fevereiro de 2011. O povo do Egito ( e o Egito) ficam marcados para a História. Foram 18 dias de protesto, 300 mortos, mais de 5 mil feridos. Hosni Mubarak renuncia, entrega o poder ao Exército, e a população após 30 anos de ditadura se vê livre e comemoram essa liberdade.”

O povo Egípcio demonstrou e continuará demonstrando força, levando com isso esperança a tantos outros povos que ainda continuam vivendo sobre pressão de ditadores. Mas não apenas a povos que vivem sobre opressão ditatorial , mas a todos os povos que se sente oprimidos, injustiçados, enclausurados, entre outros adjetivos, pelo Sistema.

O Brasil demonstra sua posição sobre o que está acontecendo no Egito : “ o Egito entrará em um diálogo democrático” . Agora eu pergunto, e o Brasil quando irá entrar nesse diálogo democrático? O meu pai me respondeu : “ filha o Brasil já está nesse diálogo democrático, está a 30 anos na frente do Egito, só espero que o Egito não chegue aonde o Brasil chegou” . Eu indignada com a posição do meu pai o questiono: “ Pai eu quero dizer um diálogo realmente democrático. Por exemplo, os deputados federais votarem entre eles para que seus próprios salários aumentasse. Não me conformo com o povo não fazer nada para mudar isso”.

Meu pai com toda sua sensatez me disse “ filha você pode não se conformar , mas o que você quer que aconteça, sendo que o povo do estado que carrega a economia do país , o povo do estado mais desenvolvido,o estado que é a locomotiva do país, elege com mais de 1 milhão de votos um palhaço? – o diálogo democrático quem faz filha é o povo, e a maioria da população não tem consciência do tamanho da responsabilidade da democracia que tem em mãos.”

E mais uma vez meu pai consegue me fazer enxergar a real situação.

Em uma época em que o poder é virtual, onde os jovens estão em uma comodidade perturbante, ninguém se interessa em sair as ruas ( como na época dos “caras pintadas”) para mudar a situação política do país. Mas ao mesmo tempo a força virtual consegue fazer com que derrubassem um ditador ( de 30 anos de governo) em 18 dias, sem que fosse feita uma guerra civil, sem derramar sangue, de forma limpa.

Isso que está acontecendo no Egito só faz aumentar a esperança de mudança no mundo. “ Agente quer a vida como a vida é”. Que tal sairmos do comodismo e fazer a vida seguir do nosso jeito, sem deixar que “outros” à façam por nós?

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